Vilinha das Palavras  
 
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Mari e todo o pessoal que tem apreciado as historinhas do Tutti, assim que tiver um tempo, vou bater um papo com o cãozinho e pedir pra ele contar mais e mais histórias. Aí vou reproduzir aqui. Afinal, isso foi só referente aos 3 primeiros anos da vida dele. Hoje, ele está com 10. Tem ainda muita coisa pra contar. Até breve!

Escrito por Luciana Oncken às 12h10
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Escrito por Luciana Oncken às 09h13
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Capítulo XVIII

As coisas que eu mais gosto de fazer

Eu adoro dar bom dia para todos aqui de casa. Eu vou em um por um. Choro na porta de cada quarto. Alguém sempre vem abrir. Aí eu entro e faço um agrado para quem abriu a porta. Depois vou na beirada da cama daquele que ainda está dormindo. Sento e ponho as minhas duas patinhas em cima da cama. Depois eu dou mais uma choradinha. Eu só sossego quando a pessoa se vira para mim e mexe na minha cabeça. Só, então, eu vou para a porta de outro quarto e faço a mesma coisa.
Eu adoro comer e beber água. Quando eu quero comer ou beber água. Eu viro o potinho de água para dizer: “olha, eu estou com sede”. Ou eu viro o potinho de comida para dizer: “olha, eu estou com fome”.
Eu adoro passear. Eu corro pela casa toda, quando alguém me chama para passear. Para mostrar que eu estou feliz. Ou quando vejo que alguém vai sair, eu fico sentado olhando para a ela, querendo dizer: “vai me levar, não é?”
Eu adoro namorar. Eu subo no colo de quem estiver em casa, para pedir para descer lá no prédio. Nem sempre sou atendido. Mas é tão bom brincar com a Lessie.
Eu adoro brincar de bolinha. Eu pego a minha bolinha. Eu sento na frente de alguém, coloco a bolinha no chão e dou uma choradinha. Sempre tem alguém que quer brincar comigo. Eu me divirto muito e corro pela casa toda.
Eu adoro ser o centro das atenções. Quando alguém está conversando e não dá bola para mim eu reclamo mesmo. Ou quando a pessoas estão lendo jornal, eu sento em cima do jornal, como quem não quer nada. Eu preciso de carinho. Não tenho vergonha de pedir.
Eu adoro contar a minha história para vocês.
Eu sou um cachorro muito feliz!
Ainda tenho muitas histórias da minha vida para contar para vocês.
Vou pedir para a minha tia Lu escrever muito mais de mim. É ela que escreve o que acontece de verdade comigo.
Vou pedir para a tia Lu escrever outras histórias engraçadas, outras aventuras do Tutti. Vou pedir para que ela escreva dos meus amigos e da minha família.
Tchau, amiguinhos! Foi bom contar algumas das minha vida para vocês. Vocês, agora, são meus amigos. Lembrem-se: é sempre bom fazer amigos! Eu volto. Até mais!



Escrito por Luciana Oncken às 09h10
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Capítulo XVII

Mel não é comida?

O tempo foi passando. Eu fui ficando mais velho. Mas todos falam que eu continuo parecendo um bebê.
Um dia estava na cozinha deitado e percebi uma certa agitação. Falavam de mel a toda hora. Mel para mim é comida. Sabe? Mel de abelhas, aquela coisa doce e gostosa! Estavam rindo e dizendo que o mel tinha comido uma cola. Epa, como é que pode? Mel comendo cola. Não sabia que comida comia.
Foi então que descobri que eles não falavam de mel de abelhas.
A campainha tocou. Lá vinha ela, uma cadela da raça cocker (fala-se: cóquer). Ela era cor de mel e por isso seu nome era Mel. Estavam falando de uma cadela. Era a cachorrinha da tia Celi e da tia Clarice.
Ela veio correndo em minha direção. Epa, eu não gosto nada disso. Ela latia sem parar. Fiquei com medo. Fui para debaixo da mesa. Tentei controlar meu medo e fazer o meu barulho:
-- Auuu, aaauuu, aauu. – latia e rosnava.
Mas ela devolvia:
-- Uuuau, uuuau.... arrrr.
E eu me encolhia mais ainda. Ficava pensando: “essa Mel é atrevida. Entra na minha casa e vem me ameaçar?”
Resolvi correr. Era a única forma de eu me livrar dela. Mas ela não desistiu. Saiu correndo atrás de mim. Só parou quando viu a minha bolinha. Começou a latir para a minha bolinha. Agora já era demais. Latir para a minha bolinha?
O pior é que todos riam de mim. Ficavam atrás dela. Eles a acariciavam, brincavam, jogavam a minha bolinha para ela. E eu?
Sentia que a minha própria família estava me deixando. Será que iam me abandonar. Será que eles não me queriam mais.
Ela entrou na minha casa e queria tomar conta do pedaço. Ela era o centro das atenções. Foi até a cozinha, beber água do meu potinho e comer a minha ração. E não parou por aí, ela ainda fez xixi no meu jornal. Pode?
Não, não pode. Lati, em protesto. Queria atenção, carinho. Estava me sentindo só e abandonado. Afinal, aquela era a minha família!
Sabe o que a Mel fez? Veio correndo e mordeu meu rabo. Eu rosnei e saí correndo. Ela veio atrás com a bolinha. Eu só queria que ela fosse embora. Mas eu percebi que ela só queria brincar e fazer amizade. Mas eu estava com ciúmes.
Ela acabou ficando cansada e dormiu no colo da Tia Celi. Eles acabaram indo embora. Agora estava me sentindo mais tranqüilo. Da próxima vez que ela vier aqui, eu brinco com ela.



Escrito por Luciana Oncken às 09h45
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Capítulo XVI

O Sr. Aspirador de Pó

Eu estava deitado no canto entre a sala e a cozinha, como sempre. Gosto de ficar nesse canto porque eu posso ver o que acontece na casa toda.
De repente aparece a vovó Edinha. Ela estava carregando um bicho feio. Eu me afastei dela e fui para debaixo da mesa. Fiquei só olhando. Ele era muito feio. Era meio quadrado e tinha uma tromba. Parecia uma mistura de tatu com elefante.
Vovó Edinha mexeu no bicho e ele começou a fazer um barulho horrível. Saí correndo e me escondi atrás do sofá. A vovó foi andando e ele vinha atrás.
Fiquei imaginando que ele queria me pegar. Eu me encolhi todo. Estava com tanto medo! Vovó não viu que eu estava atrás do sofá. Ela veio com o bicho em minha direção. Eu não tinha para onde fugir. Ele começou a puxar meus pêlos. Foi, então, que eu resolvi reagir. Eu rosnei e lati sem parar. Só faltava gritar: “Socooooorro!!!!”. Às vezes era bom ser gente, só para poder falar.
Vovó Edinha ouviu e fez o bicho ficar quieto. Quando ela veio me pegar, eu estava tremendo. Olhei para o bicho. Ele estava calado e eu rosnei. Depois lati muito. Queria mostrar que eu também sei fazer barulho. Mas ele nem ligou, nem se mexeu. Percebi que ele não tinha medo de mim.
Vovó ficou comigo no colo e explicou que ele não era um bicho. Ela falou que aquele era o aspirador de pó. Falou que era uma máquina que servia para limpar o chão. Explicou que ele puxava a sujeira do tapete.
Mas eu continuo desconfiado do Sr. Aspirador de Pó. Sempre acho que ele quer mesmo é me pegar.



Escrito por Luciana Oncken às 13h12
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Capítulo XV

Tutti de malas prontas

Chegou o final do ano. O Natal foi divertido. Toda a família se reuniu.
Já tinha completado mais de 1 ano. Estava ficando grandinho. Entendia melhor as coisas.
Era hora de viajar novamente. A vovó Edinha falou que íamos para a praia. Eu não sabia o que era praia.
Descobri que eles não tinham certeza se iam me levar. Tais ia viajar para um outro lugar, junto com o Rica. A tia Lu ia ficar em casa. Queriam que eu ficasse com ela, porque eu aprontava muito. Tinham medo que eu fugisse e me perdesse.
Mas eu queria ir. Eu ia tentar me comportar.
Participei de todos os preparativos para a viagem. Onde a vovó Érica ia, eu ia atrás.
Ela percebeu que eu queria ir. Ficou com pena, mas não falou nada.
Fiquei na dúvida até o tio Guto perguntar:
--Você vai Tutti? Você quer viajar? - tio Binho perguntou.
Eu olhei para ele. Virei a cabeça para um lado. Ele continuou olhando para mim. E eu virei a cabeça para o outro lado. Era como se eu estivesse perguntando: - Ei, você está falando sério? Não brinca comigo tio. Não me engana.”
Então ele repetiu com alegria:
-- Tutti, você vai fazer um passeio bem longo. Você quer?
Corri pela casa inteira, sem parar. A alegria era muito grande.
Tia Lu despediu-se de mim e de todos os outros.
Entrei no carro e fiquei fazendo bagunça daqui até lá.
Chegamos à praia. Ah!...Então praia era aquilo....
Era a coisa mais bonita que eu já tinha visto. A areia era tão branquinha, como eu. Parecia um tapete gigante. E no fundo tinha uma água sem fim: era o mar.
Entrei na casa. Era enorme. Havia muitos lugares para brincar. Tinha escada e quintal.
Meus tios correram comigo para todo o lado. A casa estava cheia de gente. Havia a tia Clarice e a tia Celi, o Tio Tom e a Tia Vivi. São todos da minha família querida.
A Tia Mari e a Tia Clarice levaram-me para passear perto da praia.
A praia estava vazia. Já era final de tarde. Elas soltaram a minha coleira e disseram:
-- Tutti, não vai longe. Vê se não vai se perder, está bem?
Eu não iria longe delas. Aquele lugar era muito grande e eu tinha medo de me perder.
Corri com elas pela praça. Brinquei de bolinha e com outros cachorros. Estava tão feliz! Não queria ir embora nunca mais.
Quando estava em casa, cuidava da família. Latia quando um estranho se aproximava. Aquele era o meu dever: deixar a casa bem protegida.
Eu estava me sentindo na minha casa. Às vezes fugia e ficava latindo para as pessoas que passavam na rua. Mas eu ficava perto da casa. Aí, a tia Clarice, a tia Mari ou a tia Celi corriam para colocar-me para dentro de casa.
Lá era muito quente. Eu adorava rolar na grama, tomar banho e brincar, brincar muito. Todos se divertiam comigo e eu me divertia com todos.
Até que chegou o dia de voltar. Fiquei um pouco triste. Mas, então, lembrei da Tais, do Rica e da Lu. Estava com saudades de todos.



Escrito por Luciana Oncken às 00h59
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Tutti de malas prontas

Chegou o final do ano. O Natal foi divertido. Toda a família se reuniu.
Já tinha completado mais de 1 ano. Estava ficando grandinho. Entendia melhor as coisas.
Era hora de viajar novamente. A vovó Edinha falou que íamos para a praia. Eu não sabia o que era praia.
Descobri que eles não tinham certeza se iam me levar. Tais ia viajar para um outro lugar, junto com o Rica. A tia Lu ia ficar em casa. Queriam que eu ficasse com ela, porque eu aprontava muito. Tinham medo que eu fugisse e me perdesse.
Mas eu queria ir. Eu ia tentar me comportar.
Participei de todos os preparativos para a viagem. Onde a vovó Érica ia, eu ia atrás.
Ela percebeu que eu queria ir. Ficou com pena, mas não falou nada.
Fiquei na dúvida até o tio Guto perguntar:
--Você vai Tutti? Você quer viajar? - tio Binho perguntou.
Eu olhei para ele. Virei a cabeça para um lado. Ele continuou olhando para mim. E eu virei a cabeça para o outro lado. Era como se eu estivesse perguntando: - Ei, você está falando sério? Não brinca comigo tio. Não me engana.”
Então ele repetiu com alegria:
-- Tutti, você vai fazer um passeio bem longo. Você quer?
Corri pela casa inteira, sem parar. A alegria era muito grande.
Tia Lu despediu-se de mim e de todos os outros.
Entrei no carro e fiquei fazendo bagunça daqui até lá.
Chegamos à praia. Ah!...Então praia era aquilo....
Era a coisa mais bonita que eu já tinha visto. A areia era tão branquinha, como eu. Parecia um tapete gigante. E no fundo tinha uma água sem fim: era o mar.
Entrei na casa. Era enorme. Havia muitos lugares para brincar. Tinha escada e quintal.
Meus tios correram comigo para todo o lado. A casa estava cheia de gente. Havia a tia Clarice e a tia Celi, o Tio Tom e a Tia Vivi. São todos da minha família querida.
A Tia Mari e a Tia Clarice levaram-me para passear perto da praia.
A praia estava vazia. Já era final de tarde. Elas soltaram a minha coleira e disseram:
-- Tutti, não vai longe. Vê se não vai se perder, está bem?
Eu não iria longe delas. Aquele lugar era muito grande e eu tinha medo de me perder.
Corri com elas pela praça. Brinquei de bolinha e com outros cachorros. Estava tão feliz! Não queria ir embora nunca mais.
Quando estava em casa, cuidava da família. Latia quando um estranho se aproximava. Aquele era o meu dever: deixar a casa bem protegida.
Eu estava me sentindo na minha casa. Às vezes fugia e ficava latindo para as pessoas que passavam na rua. Mas eu ficava perto da casa. Aí, a tia Clarice, a tia Mari ou a tia Celi corriam para colocar-me para dentro de casa.
Lá era muito quente. Eu adorava rolar na grama, tomar banho e brincar, brincar muito. Todos se divertiam comigo e eu me divertia com todos.
Até que chegou o dia de voltar. Fiquei um pouco triste. Mas, então, lembrei da Tais, do Rica e da Lu. Estava com saudades de todos.



Escrito por Luciana Oncken às 00h58
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Capítulo XIV

Fiquei apaixonado

Eu sempre gostei de ficar olhando tudo pela janela. Ficava vendo as crianças brincarem. Um dia eu estava deitado no chão da cozinha e comecei a escutar um latido. Levantei e comecei a procurar pela casa. Descobri que o latido vinha lá de baixo. Fui olhar pela janela.
Olhei lá para baixo e vi uma senhora elegante. Junto com ela tinha uma cadela linda. Era branquinha e peludinha. Estava de laços cor-de-rosa nas orelhas. Ela era da mesma raça que eu: poddle.
Foi amor a primeira vista. Foi meu primeiro e único amor até hoje.
Eu comecei a chorar para descer. Queria conhecer aquela cachorrinha linda. Precisava mostrar para ela que eu existia.
Meus tios notaram que havia alguma coisa diferente lá em baixo. Foram olhar pela janela e viram a Lessie. Depois fiquei sabendo que seu nome era esse. Não é um nome lindo?
Sempre que ela desce para brincar, eu desço para brincar com ela. Choro bastante e insisto para alguém me levar lá em baixo. Não posso deixar de vê-la.
Ela é toda envergonhada. Mas é muito divertida. No começo ela não queria namorar comigo. Mas depois ela percebeu que também gostava de mim.



Escrito por Luciana Oncken às 10h30
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Minha foto

Este sou eu, amiguinhos.



Escrito por Luciana Oncken às 17h14
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Capítulo XIII

1o. ano da minha vida

 

Chegou o meu aniversário. Estava completando um ano de vida.

Eu pensava: “como sou grande. Já tenho um ano!”

Era dia 4 de outubro. Logo que acordei, fui na cama de cada um. Acordar um por um.

Primeiro fui na mamãe. Sentei ao pé de sua cama, pus minhas duas patinhas em cima da cama e dei uma resmungada:

-- Oi, Tutti. Tudo bem ?

Eu respondi com um latido.

--Mamãe quer dormir mais um pouquinho. Hoje é domingo. Ainda é muito cedo para levantar, Tutti.

Oras, será que ela tinha esquecido do meu aniversário ? Era um dia muito importante para mim.

Fui até a cama da tia Lu. Fiz a mesma coisa. Ela mexeu na minha cabeça e virou para o outro lado.

Comecei a ficar preocupado. Chorei na porta do quarto da vovó e do vovô. Ninguém acordou.

A Bisa não gostava que eu lhe acordasse e a tia Mari dormia na parte de cima do beliche. Fica difícil de acordar.

Fui para o quarto dos meus tios dorminhocos. Sabia que eles não iam acordar, mas tentei. Chorei bastante e lati. Não adiantou.

Pensei que todos haviam esquecido do meu aniversário.

Resolvi deitar ao lado do tio Guto e dormir um pouco mais.

Acordei com a mamãe me chamando.

-- Tuttiiii......vem cá.

Saí correndo ao seu encontro.

-- Tenho um presente para você. Hoje é seu aniversário.

Ela pegou uma sacola. De dentro tirou um pacote de ossos coloridos e duas bolinhas.

Fiquei muito contente. Cantaram parabéns e brincaram o dia inteiro comigo.

Eu nunca vou esquecer esse dia!



Escrito por Luciana Oncken às 16h36
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Capítulo XII

Minha primeira viagem

Eu moro numa cidade grande chamada São Paulo. Papai Rica nasceu em outra cidade, chamada Ribeirão Preto. Meus avós moram lá. Um dia papai e mamãe me levaram para conhecê-los. Foi uma viagem muito gostosa.
Alguma coisa estava acontecendo. Era um rebuliço só. Mamãe estava agitada. Tirava as roupas do armário e colocava em uma mala.
Papai já estava de malas prontas. E eu ? Será que iam me abandonar ?
Já estava triste no cantinho da sala. Foi, então, que ouvi mamãe dizendo que ia me levar no Tio João.
Ela queria que eu ficasse bonito e cheiroso. Comecei a achar que ela ia me levar junto.
Tio João me deu banho, cortou meus pelos e me penteou. Fiquei todo bonito. Do jeito que a mamãe queria.
Tio João me deixou em casa. Todos fizeram festa e quiseram me abraçar. Eu ficava feliz e corria pra cá e pra lá. Como é bom ser paparicado!
Mamãe já tinha arrumado as minhas coisas: meu pratinho, meu potinho de água, minha caminha e minha escova de pelos. Colocou também na minha mala meus brinquedos: minha bolinha verde, eu sapatinho de borracha e meus ossinhos.
Ufa, fiquei aliviado! Mamãe e papai não iam me abandonar.
Papai pegou-me no colo e disse:
-- Vamos levá-lo para conhecer seus avós.
Olhei para Rica sem entender. Pois eu já conheço meus avós: vovó Edinha e vovô Luciano.
Papai percebeu que eu não estava entendendo nada e completou:
-- São meus pais, Tutti. Eles moram numa cidade chamada Ribeirão Preto.
Aí eu entendi. Papai também tinha um papai e uma mamãe. Entendi que todos nós temos um papai e uma mamãe.
Chegou a hora de entrar no carro. Todos se despediram de mim. Eu ia ficar com saudades.
Além da mamãe e do papai, o tio Guto também foi.
No começo da viagem fiquei agitado. Ia para o colo de um, voltava para o colo de outro.
Resolvi ficar quietinho. Papai Rica parou algumas vezes na estrada para que eu pudesse passear um pouquinho.
Fiquei cansado e dormi. Quando acordei já estava lá.
Uma senhora muito simpática carregou-me no colo e disse:
-- Bonitinho da vovó! Queria tanto lhe conhecer. Você é lindo sabia ?
O nome dessa vovó é Sônia. Vovô também fez festa. Seu nome é Alvinho.
Era uma casa grande e tinha quintal para brincar.
Fiz amizade com Cherrí, a cachorrinha da vovó. Ela é da mesma raça que eu: poodle.
No começo ela não queria fazer amizade. Ficou com ciúmes e latia muito. Fiquei até com medo. Mas depois ela resolveu se aproximar. Nós brincamos muito. Aprontamos mil e uma estripulias juntos.
Conheci também uma tia chamada Tuca, irmã do papai. Ela e seu namorado Nico gostaram muito de mim.
Fiquei muito feliz. Como a minha família era grande. E é tão bom quando todos gostam da gente.



Escrito por Luciana Oncken às 11h00
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Capítulo XI

Banho de piscina

Outro dia eu estava em casa. Era um dia ensolarado de verão. Fazia muito calor. Todos os meus tios queriam se divertir na piscina.
Eu ficava deitadinho no meu canto. A porta abria e entrava a tia Mari. A porta fechava e saía a tia Lu. Eu queria tanto passear. Fui até a janela, subi no sofá e fiquei tomando ventinho.
Lá em baixo eu via aquela água azul. Era tão bonito. Tinha um monte de gente lá dentro. Por que eu não podia estar lá ?
Resolvi que iria sozinho. Precisava dar um jeito de sair escondido.
Como a porta abria e fechava toda hora, armei um plano.
Meu potinho de água ficava perto da porta. Eu ia até lá e ficava bebendo água até que alguém abrisse a porta e eu rapidinho sairia. Como eu sou pequeno e ligeiro, ninguém iria me ver.
Não é que logo que eu cheguei perto do potinho de água, vovó abriu a porta ? É verdade. Ela foi por o lixo para fora. Saí correndo, desci as escadas. Não olhei para ninguém, só para aquela água azul. Pulei na piscina e saí nadando.
A Renata, uma amiga da tia Mari, pulou também. Achei que ela queria brincar comigo. Mas ela me pegou no colo e me levou para casa.
Acabou a brincadeira. Vovó ficou brava comigo. Disse que não era mais para eu fazer aquilo. Falou que eu poderia ficar dodói.
Fiquei morrendo de frio. A tia Lu e o tio Guto me deram um banho e o tio Binho me secou com secador.
Fiquei envergonhado. Não queria que contassem para a mamãe. Nunca mais pulei na piscina.



Escrito por Luciana Oncken às 22h20
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Capítulo X

Um dia no Tio João

Já tinha ido ao veterinário algumas vezes. Quando tive de tomar as vacinas e quando estava dodói.
Um dia mamãe me levou para um lugar que parecia um veterinário. E, na verdade, era.
Achei estranho. Não estava dodói.
Eu era pequeno. Quando entrei uma moça quis me pegar no colo.
Ela falou que eu era saudável e bonito. Seu nome era Márcia. Ela também era médica de cachorros, ou melhor, veterinária.
Fiquei intrigado: “oras, não estou doente!”
Este foi o dia do meu primeiro banho.
Dra. Márcia chamou o Tio João. Era um senhor simpático e carinhoso.
Tais falou que era para ele me dar banho. E disse para mim:
-- Tutti, Tais vai te deixar aqui com Tio João e depois vem te buscar.
Eu chorei um pouquinho e ela falou:
-- Seja um bom cachorro. É para você ficar bem limpinho e cheiroso.
Fiquei triste e chorei muito. Mas Tio João fez logo amizade comigo.
Fiquei bravo com ele quando ele me colocou debaixo d’água. Tomei um susto. Mas como estava calor, foi gostoso.
Depois ele me secou e me penteou bem bonito. Fiquei bem fofo e bem gordo de pelo.
Mamãe foi me buscar e ficou mais apaixonada por mim. Fez um monte de festa e elogios:
-- Como você está lindo, Tutti. Vem cá com a Tais. Você está tão cheiroso.
Chegando em casa, todos adoraram meu novo visual. Eu estava até de gravatinha. Fiquei tão feliz!
Mamãe sempre me levava ao Tio João. Ele é como se fosse um cabeleireiro de cachorro. É o meu preferido.



Escrito por Luciana Oncken às 11h28
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Capítulo IX

Meu primeiro passeio na rua

Quando somos pequenos temos de tomar vacina. A vacina serve para nos proteger de doenças.
Não é só cachorrinho que deve tomar vacina. As crianças, como vocês, também devem.
O cachorrinho só pode passear na rua quando estiver protegido. Só depois que toma todas as vacinas.
Mamãe Tais me levou para passear depois que eu tomei todas as minhas vacinas.
Ela comprou uma coleira bem bonita para mim.
Descemos e fomos para a rua. Tia Mari e a mamãe foram comigo. Fiquei assustado com tanta gente ao meu redor.
Os carros passavam na rua e eu corria para junto da mamãe. Era muito barulho. Mas eu estava feliz. Cheirava tudo que via pela frente.
Eu ia andando na frente, mas olhava sempre para trás. Queria ter certeza de que mamãe e Tia Mari estariam me protegendo. Elas sempre estavam lá.
Até hoje fico um pouco assustado com o barulho das ruas mais movimentadas. Estou acostumado a andar em ruas tranqüilas. Onde eu moro é bem calmo.
Eu andei uns cinco quarteirões. Um monte de gente parava e queria mexer em mim. Eu ficava um pouco desconfiado. Escondia-me por entre as pernas da mamãe.
Passamos por um cão bem pequenino. Ele veio correndo em minha direção e eu saí correndo na direção contrária. Todos ficaram rindo de mim:
-- Tutti, ele é tão pequenino. Por que você está com medo?
Eu ficava virando a cabeça para um lado e para o outro. Eu queria responder: “Eu estou com medo porque ele veio correndo atrás de mim. Eu não sei o que esse bichinho quer comigo. Ele é pequeno, mas tem cara de bravo”.
Na verdade ele não tinha muita cara de bravo. Mas eu fiquei assustado mesmo, oras!
Quando voltei para casa estava com muita sede. Bebi meu potinho inteiro de água. Fiquei tão cansado! Dormi a tarde toda.


Escrito por Luciana Oncken às 00h02
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Capítulo VIII

Tutti no veterinário

Veterinário é como se fosse um médico, só que de animais. Dra. Carmem, por exemplo, é uma veterinária.
Uma dia eu não estava me sentindo bem. Estava com dor de barriga. Nós, cachorros, não falamos e é difícil mostrar que estamos dodói.
Estava bem quietinho num canto e mamãe desconfiou. Achou que eu estava doente. Acertou.
Tive de andar pela primeira vez de carro. A tia Lu foi junto com a mamãe para ficar comigo no colo.
Até foi divertido e eu acabei esquecendo que estava dodói.
Eu ainda não tinha visto a rua. Aquele monte de gente passando. Fiquei um pouco assustado com os carros e ônibus que passavam ao meu lado.
Chegamos em uma rua e mamãe parou.
Elas me levaram no colo até uma casa. Entramos. Tinha tantos cachorros lá dentro.
Eu lati:
-- Au, au, au... auuu, auauauauuu....
Eles responderam:
-- Uuuuau, uuuau....
Estávamos dando oi um para os outros.
Mamãe e tia Lu me levaram lá para cima.
Conheci a Dra. Fabiana. Ela me adorou. Tive que tomar uma injeção. Fiquei triste, chorei. Mas ela me explicou que eu ficaria bem se tomasse. Explicou que o dodói iria embora.
Sabe que doeu um pouquinho, mas foi legal porque eu fiquei bom. A Dra. Fabiana falou a verdade. Injeção não é tão ruim assim.


Escrito por Luciana Oncken às 10h33
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